Design Thinking é um visão de mundo que, obviamente, é conflitante com a forma como as empresas conduzem seus negócios.

E inovação sustentável vai mais longe: é conflitante com a forma de os designers fazerem design, de as escolas ensinarem design e de as empresas fazerem sustentabilidade hoje. Qualquer um que estude um pouco sobre o novo paradgima da Sustentabilidade, irá concluir que não há como REMENDAR o sistema. O sistema tem em seu DNA a doença que o está consumindo (a todos nós). Então não é de se surpreender que o Design Thinking esteja fadado ao fracasso em organizações que não querem mudar, que não querem pagar o preço por adotar um novo modelo.

Todos querem ser Apple. Quem quer pagar o preço?

“Companies were comfortable and welcoming to Design Thinking because it was packaged as a process. There were many successes, but far too many more failures in this endeavor. Why? Companies absorbed the process of Design Thinking all to well, turning it into a linear, gated, by-the-book methodology that delivered, at best, incremental change and innovation. Call it N+1 innovation.”

Agora vem o Nussbaum falando em “Creative Intelligence – CQ”. Me dá muita preguiça porque ele fala como se tivesse descoberto algo novo! Óbvio que Design é sobre Criatividade. Ninguem precisa ser designer. O que é dito com DT é que as pessoas devem pensar como designers, o que leva o foco sobre a metodologia de ensino de design, por mais criticável que ela seja. Designers lidam com problemas reais, ligados ao setor produtivo, à economia. Designers são stakeholders do sistema produtivo, intrinsicamente ligados ao sistema.

Estou cansada destas celebridades que adoram inventar termos novos para vender livros, ganhar atenção da mídia e gerar divisão. Só eles mesmos ganham com isso.