Designer: Criador de obstáculos?

Por Eler    Em March 6th, 2010    Seja o primeiro a comentar!

Como falar de Design Thinking sem pensar em Vilem Flusser?

Seu Ensaio “Design: obstáculo para remoção de obstáculos?” me lembrou esta frase do Tim Brown:

“Often, in our enthusiasm for solving the problem in front of us,

we fail to see the problems that we create.”

Change by Design: How Design Thinking Transforms Organizations and Inspires Innovation.

Tim Brown (p. 194)

A problemática do design contemporâneo, segundo Vilém Flusser:

Todo objeto criado pelo homem visa resolver um problema, e acaba criando novos problemas, novos obstáculos.

OBJETO: Ob-iectum, em latim; problema, em grego

DESIGNER: Todo aquele que produz o mundo artificial

Paradoxo do DESIGN: Produzimos obstáculos para a remoção de obstáculos

Questão colocada por Flusser aos designers:  “ Como devo configurar estes projetos para que ajudem os meus sucessores a prosseguir e, ao mesmo tempo, minimizem as obstruções em seu caminho?”

Questão política e estética do design contemporâneo, segundo Flusser (…) ela (a cultura) está caracterizada por objetos de usos cujos designs foram criados irresponsavelmente, com a atenção voltada apenas para o objeto.

Solução “ Os objetos de uso precisam significar cada vez menos obstáculo e cada vez mais veículo de comunicação entre os homens.”

Livro: Vilem Flusser – O mundo Codifiado , Organização de Rafael Cardoso e Blog

Em breve publicarei uma ferramenta para auxiliar designer nesta tarefa ;)

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Solução de problemas ou criação de artefatos? – Por um novo modelo mental

Por Eler    Em February 28th, 2010    Seja o primeiro a comentar!

Qual a razão de ser do designer?

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, temos enfatizado. Mas onde está escrito que SOLUÇÃO DE PROBLEMAS pressupõe CRIAÇÃO DE ARTEFATOS? E, principalmente, artefatos materiais?

Tenho discutido isto em palestras e em sala de aula. No início, tínhamos os 3R´s -  RECICLAR, REUTILIZAR E REDUZIR. Até então, o foco estava no incentivo à reciclagem de produtos e embalagens, uma solução paliativa para o real problema:  o consumo exagerado e o design irresponsável. Depois foram acrescentados 2Rs: REPENSAR E RECUSAR. Estes 2 são interessantes porque atuam na raiz do problema. Vou falar sobre isso brevemente, mas,  quem quiser adiantar, veja o diagrama que proponho na palestra DESIGN DURABLE, no www.slideshare.net /deniseeler

Diante de um briefing, proponho que a primeira pergunta do designer, ao elaborar a proposta de solução do problema seja:  Isto demanda a criação de algo material? E a partir desta resposta, um check list de caminhos possíveis.

Se “projetar para durar” for nosso MINDSET, nunca vamos diminuir a quantidade de artefatos no mundo. Esta é uma mudança radical que merece muitos posts e muito diálogo. Afinal, designers resolvem problemas e a criação de artefatos materiais é MEIO, não É fim. Embora tenha sido assim, desde a Revolução Industrial.

Ok, se após uma análise criteriosa do problema e, ESGOTADAS as soluções possíveis, concluirmos que a solução passa por um artefato material,  vamos nos encarregar de projetar artefatos que sejam ambientalmente amigáveis, socialmente justos e economicamente viáveis. Tarefa difícil, mas é assim que deve ser. A boa notícia:

Cradle to Cradle: Remaking the Way We Make Things

William McDonough, Michael Braungart

atenção ao Cap.2:  PORQUE SER MENOS RUIM NÃO É O SUFICIENTE

Finalmente um livro inteiro examina a mudança de modelo mental exigida dos designers contemporâneos.

Veja +: Cradle to Cradle Case Studies // Gosto deste CASE em especial porque toca na questão emergente – como inserir design thinking na gestão de negócios, considerando que a responsabilidade ambiental FAZ PARTE do nosso modo de pensar. Em resumo: precisamos inserir o DT nas empresas e, ao mesmo tempo, inserir consciência ambiental no DT. Estou animada…

The Anatomy of a Transformation – Herman Miller
by William McDonough and Michael Braungart
“The story of Herman Miller’s ‘journey to sustainability’ is an especially good example of the step-by-step process of integrating ecologically intelligent design into business practice. From hiring dedicated staff to pursue a new design protocol to engaging its supply chain in materials assessment, the Michigan-based furniture company is modeling a comprehensive, long-term commitment to sustaining industry.:

http://www.mcdonough.com/writings/anatomy_transformation.htm

Slide 9

SOLUÇÃO DEMANDA CRIAÇÃO
DE PRODUTO MATERIAL?

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Não descarte. Design! em Paris ;)

Por Eler    Em February 24th, 2010    3 comentários

O projeto está ganhando força. Vejam trés chic!


http://www.fondezine.org/rubriques.php?site=6&Rub=2273
>

Hoje pensei em uma marca super cool. Só não sei se já existe…

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THINKING ABOUT DESIGN THINKING

Por Eler    Em February 22nd, 2010    1 comentário

Uma rede internacional de pessoas interessadas em discutir sobre Design Thinking.

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NÃO DESCARTE. DESIGN!

Por admin    Em February 18th, 2010    2 comentários

Olá!

Finalmente vou poder compartilhar com vocês o que tenho feito, lido e pensado sobre Design.

Estou com grandes expectativas no Projeto que eu e Gigi Barros (Doutoranda da Sourbonne) concebemos e estamos coordenando paralelamente aqui no Brasil e na França. Vejam detalhes abaixo.

Em breve o site estará pronto ;)

\\ NÃO DESCARTE. DESIGN! \\

\\ NE JETEZ PAS. DESIGN! \\

\\ DON´T DISCARD. DESIGN! \\

 

Na “Economia do Descarte”, artefatos industriais têm sido projetados para a obsolescência programada (redução intencional da vida útil dos produtos como parâmetro projetual) ou para a obsolescência percebida (descarte prematuro de produtos devido ao consumismo). Esta aliança irresponsável entre marketing, design e sistema produtivo tem resultado no caos ambiental em que estamos vivendo, tornando imperativo que os novos designers revejam as práticas de seus antecessores. Ao mesmo tempo, soluções inovadoras precisam ser pensadas para diminuir os problemas causados pelos artefatos residuais gerados segundo a lógica do descarte irresponsável e/ou prematuro. Trata-se de uma questão complexa que envolve diversos atores sociais dispersos pelo globo, uma vez que os produtos, na maioria das vezes, são consumidos e descartados, longe de seu país de produção.

O projeto “Não descarte. Design!” está inserido em uma ideologia maior que defende padrões de sustentabilidade (econômica, social e ambiental) como parâmetro projetual para as atividades de design. Desta forma, os objetivos gerais do projeto são o de ajudar a formar uma consciência globalizada de que todo problema é um problema de projeto, e, portanto, um problema de design. E de que parâmetros de sustentabilidade devem ser vistos como desafios estimulantes à inovação nos negócios, além de uma oportunidade de a profissão se reconciliar com seus valores originais.

OBJETIVO GERAL: Promover uma pesquisa acadêmica colaborativa e internacional no âmbito do Design Sustentável, especificamente sobre o peso das decisões de design para o problema do lixo urbano, em especial o doméstico, tanto na origem do problema quanto em sua solução.

OBJETIVO ESPECÍFICO: Analisar o problema do lixo urbano sob a ótica do Design Thinking e propor soluções específicas para duas cidades de países diferentes, Belo Horizonte e Bagnolet.

 

 

RESULTADOS FINAIS ESPERADOS

  • Documentação dos processos de Design Thinking aplicados a um problema específico;
  • Propostas de soluções inovadoras para o problema do lixo urbano;
  • Estreitamento da parceria acadêmica;
  • Produção de material inédito para pesquisas futuras;
  • Sensibilização e engajamento dos alunos em questões de Design e Sustentabilidade.

>> 20 minutos de inspiração para o nosso Projeto: The Story of Stuff

 Veja também: O Site do Projeto The Story of Stuff.

   


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