DESIGN THINKING NA SAMSUNG. SENSEMAKING NO SEBRAE. E OS DOIS NO ISVORFIAT.

Por Eler    Em April 1st, 2014    1 comentário

LONG TIME NO SEEEEEEE ;)

Apesar das aparências, eu não abandonei este blog. O tempo ficou escasso ano passado e não consegui mante-lo atualizado.

 

SENSEMAKING NO SEBRAE

 

No segundo semestre do ano passado, o Dr. Fábio Veras assumiu a Diretoria de Operações do Sebrae Minas  e me fez um desafio: capacitar 100 funcionários (Sede e Regionais) em infografia. Assim nasceu o Programa Sensemaking que agora estou oferecendo a outras empresas.

 

PROGRAMA SENSEMAKING – CH32

Módulo I –     Apresentações orientada a tomada de decisões

Módulo II –   Infografia

Módulo III –  Síntese visual e storytelling

Módulo IV –  Síntese textual

 

OBJETIVO

Capacitar colaboradores para a produção, seleção e tratamento de informações de interesse corporativo, afim de facilitar os processos cognitivos e agilizar e otimizar a tomada de decisões.

 

Além da Capacitação, que se estendeu por Tutorias semanais comigo, o Sebrae Minas não mediu esforços para oferecer uma experiencia de aprendizagem de primeiro nível. Conseguimos trazer o “Papa”  Alberto Cairo e o consagrado Luiz Iria para o coroamento do Programa.
Nas foto, podemos ver também  Dijon de Morais (Reitor da UEMG – um designer), Fabio Veras e Afonso Rocha (Presidente do Sebrae MG). Neste dia, premiamos os colaboradores de mior destaque no Programa. Este aí com o livro, é o Thiago da area de Comunicação.
Esta foi uma experiência muito especial porque para ensinar Design da Informação para pessoas de formação tão diversas quanto Jurídico, Finanças, Biblioteconomia, por um período longo de tempo foi algo novo para mim. Os resultados superaram todas as expectativas e o Programa agora evoluiu para uma TRILHA DE DESENVOLVIMENTO EM SENSEMAKING.
Embora tenho sido uma iniciativa pioneira no Brasil, acredito que já é uma tendência: capacitação em Sensemaking.
A Fiat já tem módulos de capacitação nesta competências em suas Trilhas de Aprendizagem. Em 2012, eu e o designer Marcelo Conceição percorremos o Brasil, ministrando cursos de Apresentações Corporativas para os Escitórios Regionais. Trata-se de uma competência cada vez mais crítica à medida que aumenta o volume de dados e informações e diminui nosso tempo para tomar decisões.
Agora mesmo, estou elaborando um módulo de INFOGRAFIA E SENSEMAKING  para a Trilha de Aprendizagem para pessoas que trabalham com Business Intelligence.
PROGRAMA DESIGN THINKING NA SAMSUNG
2014 começou bem demais. Em março estive na Samsung conduzindo o Programa de Capacitação em DT para a equipe de Designers e Pesquisadores do SIDIA - Instituto de Desenvolvimento para a Informática da Amazônia. Pessoas incríveis, muito talentosas, fizeram meu trabalho ser muito prazeroso, mas desafiador (ops! é a mesma coisa). Um time heterogeneo, ainda em formação, vindos de diversos Estados e partes do mundo. Até PSICOLOGO COGNITVO conheci la, acreditem se quiser. Grande abraço para Eric Quesado e Fran Maciel, btw
Melhor mostrar que falar. A foto acima  foi feita no encerramento do Programa. Lá está também o time de Desenvolvimento.
PROGRAMA DESIGN THINKING – 40 HORAS
1.   MÓD I – CURSO CORE: DESIGN THINKING: MINDSET PARA INOVAÇÃO

 2.   MÓD II - PROBLEM FINDING E PROBLEM FRAMING – ENTENDENDO O PROBLEMA REAL

 3.   MÓD III- PROBLEM FINDING AND FRAMING – BRIEFING ESTRATÉGICO

 4.   MÓD IV - INFORMATION DESIGN

5.   MÓD V - DESIGN DE SERVIÇOS

 

OBJETIVO: Destravar a capacidade criativa e orientá-la à inovação nos negócios. Iniciação ao Design Thinking.

E, em paralelo, o Design Thinking vai se desenvolvendo na UNIVERSIDADE CORPORATIVA FIAT CHRYSLER – o Isvor. Hoje, todas as Trilhas de desenvolvimento dos funcionários conta com módulos em Design Thinking.

Em janeiro, lançamos o terceiro livro do Isvor, documentando nosso Modelo Educativo que está sustentado por quatro pilares:

Design Thinking, Protagonismo, Andragogia e Conhecimento Sustentável. Abaixo, fotos do Encontro de Consultores com Palestra de Gustavo Caetano, da qual sou fã de carteirinha. SAMUEL ELLER, foi nosso convidado especial nesta produção (ultima foto).

Tenho muito orgulho deste livro porque registra a forma com pensamos e trabalhamos  -ISVOR THINKING AND DOING. Foi um maravilhoso trabalho do time de DESIGN INTELLIGENCE, com destaques para NATALIA RIBEIRO, CAROL MARINI E LEO LIMA, FERNANDA PALHARES E DANIELLE MEDRADO.

Agora estamos alinhados até março. No outro post, digo o que está por vir: COISA BOA ;)

 

 

 

 


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De CEO para DEO: Competências críticas para a Liderança

Por Eler    Em December 17th, 2013    1 comentário

Há algum tempo eu postei aqui algumas reflexões e duas evidências de que o Design Mindset está sendo incorporado a administração de negócios

EVIDENCIA 1: designers em cargos de liderança com a consequente criação do CHIEF DESIGN OFFICER (CDO)

EVIDENCIA 2: Designers na composição societária de start ups

Depois, a  FAST COMPANY  fez uma materia mostrando parcerias estratégicas entre CEOs de empresas inovadoras e Designers, a exemplo da Starbucks.

Agora, o livro THE RISE OF THE DEO  discute esta mudança de mentalidade e propoe o termo DEO – design executive officer em substituicao ao atual CEO (o Presidente da Empresa – chief executive officer).

As autoras listam as principais competências destes líderes que estao alinhados com as demandas de uma economia cada vez mais complexa. Felizmente, competências podem ser desenvolvidas ;-) .

Fica de sugestão de presente para seus clientes e chefes.

 

 

Change Agents
DEOs aren’t troubled by change; in fact, they openly promote and encourage it. They understand traditional approaches, but are not dominated by them. As a result, they are comfortable disrupting the status quo if it stands in the way of their dream. They try to think and act differently than others. They recognize this ability as a competitive advantage.

Socially Intelligent
DEOs have high social intelligence. They instinctively connect with others and integrate them into well-defined and heavily accessed networks. They prefer spending time with employees, customers, and strangers rather than equipment, plants, or spreadsheets. “Everyday people” are a source of strength, renewal, and new ideas.

Systems Thinkers
Despite their desire to disrupt and take risks, DEOs are systems thinkers who understand the interconnectedness of their world. They know that each part of their organization overlaps and influences another. They know unseen connections surround what’s visible. This helps to give their disruptions intended, rather than chaotic, impact and makes their risk taking more conscious.

Intuitive
DEOs are highly intuitive, either by nature or through experience. They have the ability to feel what’s right, by using their intense perceptual and observational skills or through deep expertise. This doesn’t mean they have a fear of numbers. They know that intuitively enhanced decision making doesn’t preclude rational or logical analysis. They use both—and consider each valid and powerful.

Risk Takers
DEOs embrace risk as an inherent part of life and a key ingredient of creativity. Rather than avoiding or mitigating it, they seek greater ease and command of it as one of the levers they can control. They recast it as experimentation and invite collaborators. A failed risk still produces learning.

GSD
Finally, DEOs can be defined by a new set of initials: GSD—short for “gets shit done.” They feel an urgency to get personally involved, to understand details through their own interaction, and to lead by example. DEOs make things happen.

Ainda não li o livro, mas está no topo da lista :-) .  Feliz Natal!

 

 

 

 

 

 

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NOVO LIVRO SOBRE DESIGN THINKING REGISTRA O CASE ISVOR FIAT

Por Eler    Em November 27th, 2013    Seja o primeiro a comentar!

Pessoas,

ter o case ISVOR registrado em um livro era um objetivo, desde o início.  Mas foi melhor do que esperávamos:  nosso trabalho é agora referência para o mundo! Um grande presente de 2013 ;)

O livro DESIGN TRANSTIONS é uma pesquisa de Emma Jefferies e mais dois autores. Eles percorreram o mundo em busca de evidencias de transições do design para outras áreas de atuação e, também, mostra novas formas de abordagens de problemas.  Leitura prazerosa e obrigatoria para quem se interessa pelo tema.

Alem do ISVOR, ha outro case mineiro: o Escritorio de Prioridades Estrategicas do Governo de Minas, e dois de SP (livework e Insitum). Parabéns, queridos! Parabens e obrigada ao ISVOR por acreditar que o DT traria o diferencial competitivo para as entregas da Universidade Corporativa FIAT CHRYSLER.

Site do livro

Compre o seu!

E o pdf com o CASE ISVOR ;) PARA DAR UM GOSTINHO DE QUERO TUDO!

CASE: DESIGN THINKING NO ISVOR FIAT – LIVRO DESIGN TRANSITIONS

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Aqueles caras e o que nos falta

Por Eler    Em November 19th, 2013    Seja o primeiro a comentar!

Queridos,

Por estar muito envolvida com questões de criatividade e inovação nas empresas e na academia, tenho pensado muito sobre o mindset de “autor”. Penso que esta questão é muito relevante em tempos de cocriação e open innovation, embora possa parecer paradoxal. Quanto melhores forem as entregas individuais, maior a chance da criação coletiva ser rica. E também, quanto mais me reconheço como autor de algo (e deste algo me orgulho), maiores as chances de que a inovação ocorra de forma mais natural e fluida, na sociedade, nas empresas e em nossas vidas. Inovação esta que não começa de outra forma senão pela imaginação.
E ainda que a imaginação possa ser compartilhada e enriquecida (claro!), ela começa na mente. 
Em uma mente.
Lendo uma entrevista com Lorenzo Mammi (reconhecido crítico de arte do Brasil), fico pensando no papel do Design na arte contemporânea. Ou melhor, no papel do Design na criação de significados. E no papel do Design como simulacro, como código que nos afasta da experiência direta. Deixo alguns trechos para vocês se deliciarem…
Primeiro, uma boa definição de ARTE:

Arte é a “possibilidade de gerar experiências significativas a partir de objetos singulares” - Lorenzo Mammi
SOBRE A AUTONOMIA DA OBRA DE ARTE
O que tento defender no decorrer dos ensaios é que a autonomia da arte nunca foi um campo separado em que você colocava as obras de arte.  Sempre foi algo que surge dentro da obra, se bem sucedida, no sentido que ela desfaz as categorias pré-existentes e obriga à criação de outras categorias a partir dela. A obra de arte não é uma coisa que você interpreta a partir do horizonte do mundo. Você interpreta o mundo a partir dela.
A arte está virando hoje o único lugar, ou o lugar privilegiado, onde é possível uma experiência real do mundo, embora ela não chegue a se constituir em sistemas como na arte moderna clássica ou mesmo no começo da arte contemporânea.  Então o que se afirmam são experiências pessoais individualizadas, mas muito intensas.
SOBRE A DISTÂNCIA ENTRE INFORMAÇÃO E A EXPERIÊNCIA DIRETA
Esse lugar da experiência verdadeira é aquilo que a arte ainda garante numa cultura em que a informação é um pouco simulacro de si mesma, em que nunca há o momento em que a informação se torna experiência. Essa noção de verdade do mundo é fundamental. A arte está longe de se tornar obsoleta, embora sempre esteja falando de um lugar precário, de um lugar que está no limite, do inexistente. O problema não é tanto a commodity em si, a comercialização da arte, porque bem ou mal ela sempre foi um objeto precioso, de status. É mais o fato de ela ir na contramão de outro tipo de conhecimento do mundo que temos, de informações que se relacionam com outros tipos de informações que nunca chegam à experiência direta.
De repente, me deu vontade de sair por aí registrando estes momentos em que “a informação se torna experiência”…
Durante muito tempo os designers sofreram tentando se enquadrar ora em ARTE, ora e CIÊNCIA. Tive um professor muito querido, que defendia a mudança do nome do nosso curso para ENGENHARIA VISUAL (no lugar de COMUNICAÇÃO VISUAL), para que tivéssemo o status que a engenharia tem. Isto foi na década de 1990, antes do fenomeno do Design Thinking, quando descobrimos que esta é a maior contribuição do Design: o nao enquadramento, este lugar de transito e  diálogo entre disciplinas.
Desde que comecei a estudar a fundo as contribuições do Design Thinking para as organizações, ficou muito claro que o DT é o elo entre a mentalidade industrial (pensamento essencialmente linear) e o pensamento complexo (sem o qual não conseguimos compreender este mundo delicioso e louco que criamos, especialmente apos o advento das tecnologias digitais em rede).  E que Design Thinking é, essencialmente, uma visão de mundo. Não adianta insistir em ver resultados duradouros em DT qdo ele é confinado em uma mentalidade industrial. Já dei uma palestra sobre isso no Global Forum há 2 anos, mas a moda continua. É uma discussão longa e profunda. Mas aqui, quero focar na questão de que o DT não é um fim, mas uma proposta de transição de mentalidade, em um processo que culmina na reinvenção do próprio design thinking, visto que este nasce com a Revolução Industrial e tem, portanto, seus limites. Nossa urgencia é por uma compreensão dos fenomenos complexos, mas como disse o mestre Humberto Mariotti, é impossível passar do pensamento linear ao complexo imediatamente. Antes, devemos desenvolver uma visão sistêmica do mundo. O Design Thinking ajuda muito nesta tarefa e aqui deveria residir o interesse das lideranças, do RH, dos Governos, das Escolas.
Buscando outras mentalidades mais abertas, nos deparamos com o Renascimento. Que período único nos deu Da Vinci, Michelangelo, Donatello! Observando a forma de viver destes singulares e, melhor, vendo o que esta Era produziu, não podemos deixar de questionar o que afinal existiu de tão especial neste momento histórico. Então, me deparo, hoje, com uma edição da Bravo, em que o próprio Lorenzo Mammì, tenta explicar como o Renascimento criou a ideia de arte que temos hoje. 
Vejam este trecho com grifos meus:

Afinal, o que faz da arte italiana dos séculos 15 e 16 algo tão especial? Talvez seja melhor deixar de lado as teorias gerais e ver o que os artistas da época e os intelectuais próximos a eles achavam do que estava acontecendo. (…)

Antonio Manetti (se ele é, como tudo indica, autor de Vida de Filippo Brunelleschi, por volta de 1485) define esses inventores como “mestres de artes mistas e de engenho”. Artes, na Florença da época, eram as corporações de artesãos e comerciantes que governavam a cidade desde o século 14. Além delas, com maior prestígio (se não com maior poder), havia as artes liberais, que se aprendiam pelos livros e não pela experiência prática. Os “mestres de artes mistas” não eram uma coisa nem outra. Já não se identificavam com o saber artesanal das corporações, transmitido de pai para filho; tampouco com o saber escolar dos acadêmicos. Buscavam conhecimentos empíricos, quando necessário (engenharia, fundição dos metais, fabricação de cores), embora não se restringissem a nenhuma das profissões tradicionais. Em sua maioria, não liam latim, mas dispunham de tratados de ótica e geometria traduzidos e consultavam cientistas e matemáticos sempre que fosse preciso. Eram leitores vorazes da nova literatura em vulgar (Dante, Petrarca, Boccaccio) e estudavam história. A cultura deles se definia em função dos projetos em que estavam envolvidos – uma igreja, um monumento, um quadro. Enfim, não eram nem artesãos nem filósofos. Pela primeira vez na história, eram artistas.

Manetti descreve esses inventores depois de um jantar em 1409, sentados em volta de uma lareira, enquanto “ora privadamente, ora todos juntos, discutiam coisas variadas e agradáveis, conferindo entre eles a maior parte de sua arte e profissão”. As corporações de ofício guardavam seus procedimentos como segredos, os acadêmicos falavam de uma cátedra. Eles trocavam ideias. Não adianta procurar um traço, um estilo igual para todos: cada um era portador de uma maneira singular de conhecer e descrever o mundo – e isso também é novidade.

Tinham, porém, um método em comum.

Mas enquanto os antigos tiveram muitos mestres para imitar, eles precisaram reinventar. “Nós”, diz Alberti, incluindo-se no grupo, “descobrimos artes e ciências jamais ouvidas e vistas.” 

Resumindo:

Eles trocavam idéias. Não tinham nada em comum ao nao ser um método. E cada um tinha seu posicionamento. E como não tinham mestres, inventaram uma Era. Eram autores!

Entao, já que comecei  com uma citação do Seth Godin, termino indicando seu livro A ILUSÃO DE ÍCARO.

“Segundo o autor, arte não é um gene ou talento específico, é uma atitude disponível a todos que tenham uma visão que os demais não têm e coragem para fazer algo a respeito. Steve Jobs foi um artista, assim como Henry Ford e Martin Luther King Jr. ”

Enjoy!

 

;)

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Service Design Thinking – How to successfully innovate beyond buzzwords

Por Eler    Em November 19th, 2013    Seja o primeiro a comentar!

Obrigada, Simone Nogueira ;)

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