Entrevista sobre Cocriacao

Por Eler    Em August 21st, 2012    3 comentários

Você já ouviu falar em cocriação? É uma ideia que surgiu e vem se espalhando nos últimos anos, principalmente no mundo empresarial. Cocriação serve para designar o desenvolvimento de novos conceitos, produtos ou serviços, tudo em conjunto. Conheça mais sobre esse conceito e como a aplicação dele pode ajudar nos negócios.

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Designers com visao de negocios / Designers em Cargos de Liderança

Por Eler    Em August 11th, 2012    11 comentários

 

 

Ha tempos estou querendo abordar este assunto e esta semana um post da Fast Co me deu o “start”. Apos tanto se falar sobre a importancia de os homens de negocios pensarem como designers, algumas pessoas comecaram a pensar no caminho inverso: tornar designers mais business-minded. A trancos e barrancos eu tenho feito isso (principalmente qdo lecionava em cursos de graduacao): sempre incentivei meus alunos a lerem publicacoes de negocios para ampliarem o repertorio e se familiarizarem com os termos e dinanimica das empresas. No fundo, a ideia era que eles pudessem ser mais empaticos com seus clientes, entendendo que por mais que o “usuario” seja importante no processo, outras coisas tambem importam tanto quanto. Muito antes de Steve Jobs ser reconhecido como genio novamente, meus alunos em Design de Interacao ja eram familiarizados com as estorias do Vale do Silicio. Mas esta pratica era uma anomalia. Eh uma anomalia nas Escolas de Design.

Vou tentar explicar a razao.

Quando um aluno escolhe estudar Design ele tem de optar por uma das especializacoes do Design. Mesmo que o ciclo basico seja comum as areas especialistas, a graduacao sera dada em uma area especifica: grafico, produto, moda, ambientes, para citar as mais comuns.

O que toda especializacao em qualquer “design” tem em comum eh o design thinking, ou seja, o mindset que se traduz em uma metodologia basica e n metodos. O Design Centrado no Usuario (DCU), metodologia que se desenvolveu na especialidade Design de Interacao (antes IHC) acabou sendo apropriada pelas outras especialidades e, hoje, qdo se fala em Design Thinking – a forma como designers resolvem problemas e detectam oportunidades de inovacao -  eh disso que estao falando. Resumidamente, o processo de solucao de problemas envolve estas etapas (nao necessariamente nesta ordem):

1.imaginacao

2.observacao

3. análise

4. sensemaking

5. prototipação/teste

6. produção

 

Sem duvidas, a mais complexa, a etapa mais dificil de se ensinar tanto para designers qto para leigos eh o SENSEMAKING. Conectar dados, entender uma serie de informacoes de fontes diversas, seleciona-las, rearranja-las… e sinteriza-las em uma proposta conceitual. Essencialmente, isto eh design. Propostas de interpretacao. Dai seu poder. Dai Daniel Pink dizer que estamos na Era do Conceito. Fato.

SenseMaking merece um post. Varios. Mas voltemos a questao de Design e Business. As Escolas de Design formam especialistas. Sempre foi a proposta. Para atuarem em esferas mais estrategicas do negocio, designers tem de adquirir uma serie de competencias que extrapolam sua especialidade. Eu aprendi na pratica, participando de projetos estrategicos para o negocio de grandes empresas. Foi uma trajetoria muito particular que pode ser facilitada  aos novos designers se as Escolas de Design entenderem as novas demandas que o Seculo XXI reserva para seus alunos. Explico.

Basicamente, descobriu-se que Design Thinking pode ser aprendido por qualquer um e que seu poder de transformacao das realidades eh algo do qual nao se pode abrir mao. Paralelamente a este fenomeno, outro comecou a chamar a atencao no Vale do Silicio: a quantidade de Start ups bem sucedidas que tem/tiveram em sua formacao societaria DESIGNERS. Sim, o estranhamento existe porque, ate entao, este era um dominio de caras de tecnologia (os Engenheiros) e business (os MBAs). O artigo cita  alguns exemplos de empresas co-fundadas por designers: YouTube, Tumblr, Airbnb, Android, and Flickr.

Desde o Forum de Davos em 2006, a literacia em design passou a ser uma desejavel competencia nos executivos. Agora, eh hora de os designers ganharem maior literacia em business. Justo, nao?

O Sebrae poderia oferecer um curso focado em desenvolver o empreendedorismo dos Designers. O que vcs acham? A IDEO lancou recentemente uma “incubadora” com este proposito. E estou desenhando para o Isvor Fiat  um programa de Design Mindset para Lideranca. Estou trabalhand, entao, nas duas vias: ajudando designers a terem visao de negocios e tambem a formar lideres com design mindset.

Estas iniciativas do Design Fund e da Ideo em incentivar “design-driven start-ups” eh um bom sinal do tipo de empresas que vem pela frente. Empresas onde a triade: desejo, factibilidade e viabilidade estao no dna do negocio. Onde engenharia, financas e design trabalham colaborativamente. O mundo nunca foi tao promissor para os designers. Pelo menos para os designers que estao dispostos a aprender novas competencias, a pensar fora da caixa (de texto), rs

 

“When I’m talking about design, I’m not just talking about the visual layer that everyone seems to think of when they hear the word,” Allen asserts. “We really believe that designer-founders need to be able to guide the product and organization through ‘the full stack’: user research, interaction design, information architecture, all the way to the interface, and everything in between.”

Para fechar, deixo vcs com uma lista de Designers que ocupam hoje cargos de lideranca em grandes empresas. Tirei a lista de um excelente artigo da DMI Review. Quem assistiu minha palestra no NJeitos ja conhece. E um que nao estava na lista, MAURO PORCINI acabou de ser contratado para o cargo CHIEF DESIGN OFFICER  na Pepsi Co. Isto é só o começo…

design leaders

design leaders – apple

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Design Thinker: Francesco Morace

Por Eler    Em August 1st, 2012    2 comentários

Queridos, um evento imperdível em SP, onde vou compartilhar com os convidados um case envolvendo tres grandes empresas: Isvor, Fiat e FCL.

Em 2009 toda bibliografia em DT só estava disponível em inglês. Ql não foi minha surpresa qdo me deparei com o livro CONSUMO AUTORAL, de Francesco Morace – respeitado sociólogo à frente do Future Concept Lab.  Numa época em que virou moda falar em tendências e que qq um se auto intitula COOLHUNTER, ter acesso ao trabalho de Morace e sua equipe é um refrigério. Um trabalho sério, com fundamentação teórica e produção de conhecimento sobre comportamento e consumo.

“Como consultor estratégico desenvolveu inúmeros trabalhos para mais de 100 empresas italianas e internacionais, além de palestras e seminários em 20 Países do mundo, da Colômbia a Argentina até EUA, China, Rússia, Turquia, Japão e Finlândia”.

No início deste ano, indiquei a FCL para realizar uma pesquisa para a Fiat,  no Projeto Mind the Gap. Este case você saberá em detalhes se participar do evento ;) . See you!

Evento: CENÁRIO INTERNACIONAL DE TENDÊNCIAScom o presidente do Future Concept Lab Francesco Morace e seu time Itália e Brasil, Sabina Deweik, Nicoletta Vaira e Laiza Martins

 

Convidados: Denise Eler (Isvor Fiat) e Luciana Rodrigues (Petrobrás BR)

 

Pela primeira vez o Future Concept Lab, pioneiro instituto de pesquisa de tendências e consultoria estratégica com 22 anos no mercado, lança uma nova experiência de formação no Brasil; um evento que promete marcar o calendário de tendências na cidade de São Paulo. É o Cenário Internacional de Tendências 2012, que contará com a presença do sócio-fundador do FCL, Francesco Morace, o time de pesquisadores seniores da Itália e do Brasil e a diretora da empresa no Brasil, Sabina Deweik.
Durante um dia, o público fará uma imersão no Cenário de Tendências locais e globais, nas áreas de estética consumo, comunicação e varejo bem como nas metodologias, cases de aplicação, design thinking e estratégias para desenvolvimento de mercados futuros

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Oficinas do HUB Escola de Inverno

Por Eler    Em July 27th, 2012    Seja o primeiro a comentar!

MATRÍCULAS ABERTAS http://thehubbh.com.br/escola/programacao ;)

 

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Jeans and Bike – Era do Conceito

Por Eler    Em July 23rd, 2012    3 comentários

O que a Levi´s tem a ver com Bikes? Hoje me deparei com este site – O MANIFESTO OREGON – que desafia designers a criarem uma nova proposta de bicicleta que lide melhor com os desafios de nossa epoca. Até então, nada demais. O que meu chamou a atenção foi a marca da Levi´s no canto superior direito do site. De cara nao consigo imaginar nada mais anti-bike que um um jeans, rs, mas este estranhamento logo passa ao ler a explicação para tal interesse da Marca em apoiar o movimento.

Primeiro ela evoca seu passado: “The Levi’s® brand has long outfitted the pioneers, workers and craftsmen that built America.”

E faz um link com o presente “… ongoing commitment to purposeful design and modern innovation, connects 150 years of denim heritage to the talents and skills of the Oregon Manifest bike builders. ”

Levi´s e bikes unidas por um unico elo: PROBLEM-SOLVING (ou seja: DESIGN)

Não é um exemplo perfeito da Era do Conceito, de que fala Dan Pink?

Vejam que belo texto:

Two wheels, some tubes, a chain… Levi’s® believes that good design can change the world.

A well-built bicycle represents balance in motion; simple construction that solves multiple problems really well. Bicycles are not exactly new, but they are our future. And like all thoughtfully crafted objects—like a good pair of jeans—a well-built bicycle is so much more than a simple tool.

Leviʼs® has always been committed to purposeful design and quality construction. We are proud to support the Oregon Manifest craftsmen and celebrate their dedication to the same, simple values. We know that utility is a virtue. If you’re not solving problems, you’re complicating things. So, for over 150 years, Levi’s® has been dedicated to finding solutions in denim. Now, we applaud these builders who accomplish the same with carbon, steel and titanium.

Este é um exercício que exploro nos meus workshops e aulas: a associação de brands em torno de conceitos. Além de divertido gera discussões profundas sobre o mindset da empresa. Quando uma empresa passa a entender o papel do Branding abre-se um leque infinito de possibilidades para a inovação, nao somente em produtos (Nike + Apple = Nike +), mas muito mais, a inovação no sentido, a inovação conceitual. Quando eu era estudante de design, tivemos de pensar que possivel produto surgiria da união entre SWATCH e ABSOLUT. Como era um curso de design grafico, o resultado foi um mostrador de relogio onde o ponteiro de horas seria a garrafa, os minutos seria o copo e os segundos seria o cubo de gelo. A graça seria esperar pela configuracao exata qdo os tres elementos estariam em perfeita posicao ;)

Agora, levo para meus alunos e clientes, o desafio de pensar modelos e oportunidades de negócios a partir da associação de marcas.

Isto força as empresas a quebrarem seus dogmas e abre a mente para possibilidades interessantes, afinal, na Era do Conceito, o único limite para as marcas é a perda da autencidade. Não é?

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