- POST 1 DA SÉRIE SENSEMAKING, POR DENISE ELER -

BIG DATA é a bola da vez. Até capa da Veja já foi, rs. O irônico é que à medida que a intensa produção e registro de dados podem conferir um diferencial realmente competitivo às empresas de qualquer natureza, somos confrontados diariamente pela nossa baixa eficiência em analisar gráficos básicos. Por que isso acontece? Simplesmente, não fomos capacitados para a tarefa. E, confortavelmente, temos delegado aos softwares como o Excel a maior parte da responsabilidade por definir a forma que tornará os dados compreensíveis.

Quando você escolhe um modelo de gráfico, no que está pensando?

Pizza ou rosca, colunas ou barras, dispersão ou radar – como saber que visual pode suportar melhor o processo de tomada de decisão?

Esta simples consciência de que gráficos são recursos estratégicos para suportar tomadas de decisões nas empresas (e na vida pessoal, por que não?) pode nos ajudar a sermos mais críticos quando tivermos escolhendo um modelo de representação.

1. Que perguntas o gráfico está apto a responder e com qual nível de esforço?

2 . Quem vai usar o gráfico?

3. O objetivo do gráfico é facilitar a análise (Exploração) ou comunicar uma mensagem (Persuasão)?

Este é um erro básico nas apresentações corporativas: a maior parte de nós usa gráficos e tabelas em um formato que demanda muita atenção, foco, interesse e esforço de quem está exposto a elas. E como tempo é recurso escasso, um gráfico mal escolhido e mal formatado, é, antes de tudo, um desrespeito ao outro, um desperdício de seu tempo. Por outro lado, gráficos  escolhidos e formatados tendo em mente o tipo de tarefa que vão suportar, prestam um grande serviço aos seus usuários e ao negócio.

Com o crescimento das áreas de Inteligência Competitiva nas empresas, a capacitação em Visualização de Dados e Infografia passou a fazer parte dos programas de formação de profissionais de TI e afins. No diagrama abaixo, diferencio o tipo de tratamento que os dados devem ter, de acordo com o objetivo do usuário. >> CLIQUE PARA AMPLIAR.

Enquanto ao analista interessa explorar o dados, testar hipóteses e estudar comportamentos em busca de sinais, ao designer interessa saber o que o analista descobriu e gostaria de comunicar ao usuário final (colegas de outras áreas, clientes, superiores etc).  Uma etapa do processo é SENSEMAKING (encontrar conexões relevantes) a outra é SENSEGIVING – traduzir o encontrado para o usuário final.

Quando não há esta tradução simbólica no processo (ou quando esta é mal conduzida), há uma frustação generalizada na Empresa

1 – O pesquisador não tem seu trabalho reconhecido porque o esforço não resultou em valor para a empresa

2 – O analista não tem seu reconhecimento porque o usuário final foi exposto a uma complexidade desnecessária ao se deparar com as visualizações de dados

3 – O usuário final fica frustado com a sobrecarga de informações e não consegue identificar o que é relevante para sua tomada de decisão.

Design Literacy (literacia em design) tornou-se uma disciplina essencial em qualquer organização, seja de Pequeno, Medio ou Grande porte.

Falaremos sobre isso nos próximos posts  :-)

 

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